Alice: A Saga XXVI
Parte XXVI: Recomeço
Voltar à estaca zero é difícil para qualquer um e Alice não foi excepção. Voltara a Lisboa com pouco mais do que tinha vestido no corpo e arrumado nas malas de viagem. Nos primeiros tempos usou Carmelo como apoio logístico e financeiro, mas embora o ex-companheiro quisesse uma vida conjunta, Alice sabia que não ia durar. Carmelo não fazia ideia de quão puta Alice já era quando a conhecera e muito menos de quão mais puta se tornara no Brasil, e Alice não tinha a menor intenção de abrandar o ritmo. Assim, passados alguns meses, quando Alice já se encontrava de novo encaminhada nos negócios imobiliários em Lisboa, Carmelo passou mais uma vez à história e Alice iniciou a busca, que queria definitiva, para encontrar um parceiro que a satisfizesse sexualmente e que, ao mesmo tempo, a deixasse ser em pleno a puta que sempre fora e que sempre quisera ser.
Não foi fácil. Não era difícil a Alice atrair homens. Agora um pouco mais cheia tinha ainda um corpo de sonho, com as curvas certas nos lugares certos, seios generosos e pesados, bonita de cara, lábios cheios e um olhar e voz sedutores. Tentou várias dietas para afinar a figura e conseguiu uma silhueta tão próxima da perfeição quanto era possível a uma mulher agora com mais de cinquenta anos de idade.
Alice frequentava regularmente diversos clubes de swing, públicos e privados, e foi num destes que reencontrou um dos investidores no negócio do Brasil a quem ainda devia dinheiro. Foi «amor» à segunda vista. Manuel propôs-lhe juntarem os trapinhos com base no seguinte acordo: o interesse mútuo na libertinagem; ajuda mútua nos negócios; a criação de uma empresa no ramo imobiliário para Alice; e o saldar da dívida desta através de favores sexuais concedidos a quem Manuel achasse conveniente.
Alice achou que a proposta era mais que razoável, uma vez que lhe permitia atingir tudo o que desejava e pagar uma dívida colossal obtendo prazer no processo.
O relacionamento com a filha era o maior problema com que Alice se defrontava. O episódio com Tiago não fora perdoado por Vanessa. E a dívida que Alice deixara na agência de Loures, devido à contracção de um empréstimo bancário destinado ao negócio do Brasil, da qual Vanessa não tivera conhecimento até o banco começar a exigir o pagamento, esfriara acentuadamente as relações entre mãe e filha. A partilha de namorados estava agora fora de questão e Tiago fora do alcance de Alice.
Ainda assim, podia ter sido muito pior, pensava Alice. Afinal, obtivera tudo o queria e era agora mais puta do que alguma vez conseguira ser. O pagamento da dívida a Manuel superava as suas expectativas mais loucas e entre isso, os clubes de swing, os velhos e novos amigos, Alice tinha agora uma média superior a 5 parceiros diários nas suas aventuras sexuais.
Tudo está bem quando acaba bem.
Fim.
Voltar à estaca zero é difícil para qualquer um e Alice não foi excepção. Voltara a Lisboa com pouco mais do que tinha vestido no corpo e arrumado nas malas de viagem. Nos primeiros tempos usou Carmelo como apoio logístico e financeiro, mas embora o ex-companheiro quisesse uma vida conjunta, Alice sabia que não ia durar. Carmelo não fazia ideia de quão puta Alice já era quando a conhecera e muito menos de quão mais puta se tornara no Brasil, e Alice não tinha a menor intenção de abrandar o ritmo. Assim, passados alguns meses, quando Alice já se encontrava de novo encaminhada nos negócios imobiliários em Lisboa, Carmelo passou mais uma vez à história e Alice iniciou a busca, que queria definitiva, para encontrar um parceiro que a satisfizesse sexualmente e que, ao mesmo tempo, a deixasse ser em pleno a puta que sempre fora e que sempre quisera ser.
Não foi fácil. Não era difícil a Alice atrair homens. Agora um pouco mais cheia tinha ainda um corpo de sonho, com as curvas certas nos lugares certos, seios generosos e pesados, bonita de cara, lábios cheios e um olhar e voz sedutores. Tentou várias dietas para afinar a figura e conseguiu uma silhueta tão próxima da perfeição quanto era possível a uma mulher agora com mais de cinquenta anos de idade.
Alice frequentava regularmente diversos clubes de swing, públicos e privados, e foi num destes que reencontrou um dos investidores no negócio do Brasil a quem ainda devia dinheiro. Foi «amor» à segunda vista. Manuel propôs-lhe juntarem os trapinhos com base no seguinte acordo: o interesse mútuo na libertinagem; ajuda mútua nos negócios; a criação de uma empresa no ramo imobiliário para Alice; e o saldar da dívida desta através de favores sexuais concedidos a quem Manuel achasse conveniente.
Alice achou que a proposta era mais que razoável, uma vez que lhe permitia atingir tudo o que desejava e pagar uma dívida colossal obtendo prazer no processo.
O relacionamento com a filha era o maior problema com que Alice se defrontava. O episódio com Tiago não fora perdoado por Vanessa. E a dívida que Alice deixara na agência de Loures, devido à contracção de um empréstimo bancário destinado ao negócio do Brasil, da qual Vanessa não tivera conhecimento até o banco começar a exigir o pagamento, esfriara acentuadamente as relações entre mãe e filha. A partilha de namorados estava agora fora de questão e Tiago fora do alcance de Alice.
Ainda assim, podia ter sido muito pior, pensava Alice. Afinal, obtivera tudo o queria e era agora mais puta do que alguma vez conseguira ser. O pagamento da dívida a Manuel superava as suas expectativas mais loucas e entre isso, os clubes de swing, os velhos e novos amigos, Alice tinha agora uma média superior a 5 parceiros diários nas suas aventuras sexuais.
Tudo está bem quando acaba bem.
Fim.
5 years ago